domingo, 26 de outubro de 2008

Freedom!!

A cada dia que passa, mais sinto a necessidade de um lugar pra chamar de meu. Moro com minha mãe, então por mais que ela diga que não, a casa é dela. Não posso mudar os móveis de lugar, comprar um acessório diferente ou chamar amigos pruma bagunça. O território é dela e é ela quem tem o poder.
Fora o fato do poder estar nas mãos dela, quero a liberdade de não ter hora pra nada. Se eu cismar de limpar a casa às duas da matina (internem-me se isso acontecer), eu vou lá e limpo. Se eu só quiser arrumar a cama no fim de semana, tá tranquilo. Se eu quiser comer feijão puro, eu como. Se eu achar que posso dormir de 14h às 20h, é problema meu. Mas na casa da minha mãe tem hora pra tudo. E isso tá enchendo o saco.
Sem contar tudo que tenho que ouvir e que, muitas vezes machuca.
Sei que morar sozinha deve ser barra. A responsabilidade será minha e ponto final. Lavar roupa, passar roupa, limpar a casa, fazer comida. Sei disso, mas vai ser tudo no meu momento. Posso ouvir a música que quiser, a hora que quiser, na altura que quiser. Posso receber quem eu quiser, quando eu quiser, se quiser que alguém durma na minha casa, posso ficar a vontade.
O post é um desabafo!
Quero liberdade e sei que vou consegui-la. Ainda que tardia...

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

segunda-feira, 20 de outubro de 2008


Apenas pra lembrar que o ideal é ser gentil. A frase é perfeita. Principalmente se vc acredita que tudo o que faz, volta pra você.

sábado, 4 de outubro de 2008

A frequência nas postagens tem sido baixa. Um pouco de falta de inspiração, um pouco de falta de paciência e um pouco de vontade de falar demais. No blog anterior eu falava de tudo um pouco, nesse resolvi falar só de mim e do que me faz feliz. Claro que nem tudo me faz sempre feliz. Meu trabalho, por exemplo, tem me consumido tremendamente. Estou exausta! Com várias coisas pra dar conta e pouco tempo pra tudo. Sem braços suficientes pra atender tudo. Como se não bastasse tudo o que acontece lá, sou escolhida pra ir num coquetel de lançamento no Jóckey Club Brasileiro. Meu pirmeiro pensamentoi foram os chapéus. Como eu ia a uma festa no JCB se eu não tinha um chapéu? No máximo tenho um boné pra ir à praia. Enfim, depois de muita discussão sobre o assunto, baixei no JCB. Nada a declarar. Apenas que o Prossecco estava delicioso e a bolinha de camarão com catupiry tb. Resultado: quase morri pq n posso comer catupiry, mas faço mesmo assim.
Hoje meu gostoso tava lá embaixo pegando um sol. Uma gracinha!
É muito bom ter um afilhado. É uma criança que amamos incondicionalmente (se bem que, quem gosta de criança, as ama incondicionalmente). Podemos mimar, apertar, dar presente, ninar, mas quando vemos que a coisa não vai, devolvemos pra mãe.
Ele tá um fofíssimo.
Dá ums sorrisos lindos, presta atenção em tudo, muita vontade de dar umas mordidas nele.
Tô louca pra ele crescer mais um pouquinho pra poder interagir mais, fazer gracinha, gargalhar, mexer nas coisas e eu poder trazê-lo pra minha casa. Por enquanto, ele é muito bebê pra ficar longe da mãe, pq só o peito o satisfaz, nesse momento da vida dele.


Bem, vim aqui pra falar de eleição. Amanhã tem àquela babaquice que já conhecemos de cadeira. Nada muda pra melhor depois de uma eleição. Depois do fiasco que está sendo o mandato do Lula, ninguém mais me surpreenderá. Tenho voto definido pra prefeito, mas sei que meu candidato não vai ganhar. Pra vereador, vou na legenda e seja lá o que Deus quiser.
Acho que, no Brasil, o voto deveria ser opcional. Os candidatos teriam que fazer alguma coisa pra incentivar a população a votar. Hoje em dia, ninguém faz nada pq somos obrigados a ir lá e escolher alguém, ou anular, ou votar em branco. Mas não podemos simplesmente não ir.
Foda isso!
Perdi minha senha do orkut. Isto é, Achei que alguém tivesse mexido no mue orkut com a minha senha e a alterei. Só que agora, simplesmente não sei qual é. O e-mail que está cadastrado lá é o do trabalho e terei que esperar até segunda. Isso só acontece comigo!

domingo, 21 de setembro de 2008

Saudades...


Nem sempre as pessoas quemais vemos são aquelas com as quais temos mais afinidades ou as de quem mais gostamos.
Gosto muito de pessoas que não vejo há anos. E gosto muito de pessoas que não estão mais entre nós.
Hoje levei um baque. Uma pessoa de quem gostava demais, além da conta, mais do que talvez ele pudesse supor, faleceu. Há quase um mês.
Um rebelde! Um gênio!
Alguém de uma inteligência rara, que sabia usar as palavras certas, gostava de conversar sobre política, ia atrás do que queria. Era irritadinho, como todos os gênios, mas tinha um coração de ouro.
Ele ficou doente e acompanhei a saga pelo seu blog, sem poder chegar perto dele. Ele arrumou uma namorada ciumenta e, para evitar desinteligência na relação, eu me afastei. Talvez tenha pecado por isso. Poderia ter passado por cima do ciúme dela e continuar com a minha amizade com ele. Por algum momento, achei até que estava apaixonada por ele. Mas ele, do alto da sua sabedoria, me mostrou que estava errada. Ele foi um bom amigo.
O Pi me deu meu primero blog. E foi um dos presentes que mais gostei na vida. Ele dedicou tempo para montá-lo e formatálo, me ajudou a escolher as figuras que o blog teria. Ele foi 10!
Depois quis seguir o caminho sozinha e vim pra esse, totalmente meu.
E agora, mais do nunca, vou sentir falta da sua inteligência e das suas sábias palavras.
Nos conhecemos inusitadamnete, viramos amigos e, depois de um tempo no meu namoro, acabamos ficando juntos. Foi bom, foi divertido, foi cúmplice.
Agora ele se foi, espero que pra perto de Papai do Céu. Mas isso não impede de que doa.

Pi, onde vc estiver, quero que saiba que vc é especial. E por algum tempo, vc foi tudo que tive!
Sinto saudades das suas palavras, da sua inteligência, da sua visão e da sua raiva do Lula. É Rebeldinho, vc estará sempre em nossos corações!

domingo, 31 de agosto de 2008

Poucas coisas na vida são fáceis. Eu diria até que quase nada na vida é fácil. Mas levar fama, sem deitar na cama dói. Infelizmente falamos coisas sem pensar nos sentimento dos outros. E quando falo isso, falo de mim tb. Sei que já falei coisas e fiz pessoas que amo sofrerem. E as palavras tem um poder imenso. Elas ferem, e a dor é quase insuportável.
Tô escrevendo e chorando, pq muitas vezes chorar é a única solução de momento.
Tenho milhares de defeitos. Defeitos estes que já expus aqui, mas não sou de tapar o sol com a peneira. Sei encarar os problemas de frente, sei que eles existem e vou atrás para resolvê-los. Só que eu escolho as minhas brigas. Não brigo por coisa pouca. Acho que dinheiro vem e vai. Gosto de dinheiro, mas não estou disposta a fazer qq coisa por ele. Não faço o que não acredito por dinheiro.
Meu trabalho é um exemplo disso. Não faço o que sempre sonhei. Quando era criança, eu não brinca de ser atendente de call center. Mas eu tô ali, é esse trabalho que me sustenta, eu acredito no que faço e faço da melhor maneira que posso. Acerto na maioria das vezes, mas tb tropeço. Como todo ser humano.
E como ajo no meu trabalho, ajo na minha vida pessoal.
Jamais eu faria com alguém algo que não quisesse pra mim. Não sou injusta. Detesto injustiça! Talvez por isso eu sofra tanto. Não suporto ver o sofimento dos outros. Quero fazer alguma coisa, mas conheço o meu limite. Sei o que posso e o que não posso. Sei onde eu tenho que parar e deixar o barco correr. Pelo menos eu acho que sei. Claro que vou dar o máximo, vou além do que as outras pessoas achem normal, pq vou até onde EU acho que devo ir.
Sou adulta e responsável pelas minhas atitudes. Posso pagar caro por isso, mas faço o que acredito.
Posso tomar na cabeça, mas e daí?? Vou levantar e tocar pra frente.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

NORMOSE

Lendo uma entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, ouvi uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal.
Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Quem não se "normaliza" acaba adoecendo.
A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento.
A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas?
Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo.
A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?
Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias.
Um pouco de auto-estima basta. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo.
Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original.
Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude.
E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.
Eu simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera.
Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.

Martha Medeiros