segunda-feira, 30 de junho de 2008

Morava naquela casa por toda sua vida e, de vez em quando, parava para pensar no motivo da coisa. Lógico que sabia que a casa fora passada de geração em geração, mas nem sempre entendia o porquê. Seu pai e seus tios poderiam ter desistido do grande mausoléu ou reformá-lo e fazer da construção tradicional um prédio moderno, com acessórios atuais. Mas não. A sensação que tinha era de que a casa era como era desde sempre.
Volta e meia alguns amigos da escola lhe perguntavam qual era a sensação de morar num castelo. Mas ela não se sentia uma princesa.
Francesca era uma adolescente normal, mas sabia que o exterior da sua residência a diferenciava dos outros. Por muitas vezes quis ter uma casa igual a de todo mundo, morar num apartamento ou quem sabe numa choupana. Claro que esses desejos lhe sobrevinham pois essa não era a sua necessidade. Se precisasse morar numa choupana, daria um braço pelo conforto do mausoléu.
Sabia que seu pai fora criado na casa e, embora tivesse estudado fora do país, ali era o lugar dele. E ele ia e vinha diariamente da capital para o interior. E gostava daquilo.
Francesca queria sair dali e viver fora do país para aproveitar o mundo. Seus pais diziam que não era o momento. Deveria terminar a escola e só depois realizar seu sonho.
Ultimamente ela pensava nisso com mais frequência, pois sentia-se entediada com sua rotina. Gostava apenas dos momentos em que pegava a bicicleta e pedalava pelos vales da cidade até a cachoeira. Da cachoeira ela gostava. Aliás, ela amava aquele lugar. Ali sentia-se livre, fechava os olhos e sentia o gosto do infinito.
Um dia enquanto dava suas pedaladas até a cachoeira foi surpreendida ao chegar lá. Sentiu um ímpeto de fúria, afinal ali era o seu canto. Lá estava um grupo de jovens de sua idade se esbaldando nas águas geladas de sua cachoeira. Sua vontade foi gritar para que todos se retirassem dali, mas sabia que de fato o local não era dela e não podia impedir outras pessoas de desfrutarem das maravilhas do lugar.
Deixou sua bicicleta um pouco afastada, tirou seu tênis e molhou os pés nas águas geladas.
De súbito, seus olhos se cruzaram. Francesca nunca tinha visto olhos tão lindos. De um castanho profundo que parecia que lhe penetrava alma e desvendava seus segredos.
Sentindo-se invadida, resolveu sair depressa e voltar para a segurança de sua bicicleta.
Os olhos castanhos continuaram a segui-la.
Semanas depois pôde conhecer o dono dos olhos castanhos. E, inevitalmente, apaixonaram-se.
Tempos depois Francesca entendeu o amor de seu pai pela cidade, pelas suas raízes e pela casa.
Francesca e Lutero (o dono dos olhos castanhos profundos) casaram e foram viver na casa que aprenderam a amar.
Francesca e Lutero tomaram conta daquela csasa como se a tivessem construído tijolo por tijolo.
Ali foram felizes até o fim dos seus dias e ela nunca saiu de lá.
Francesca morreu aos 93 anos e Lutero algum tempo depois. Dizem que foi de saudades.
A casa continua no mesmo lugar, com suas histórias inacabadas. É lá que, ainda hoje, os filhos e netos de Francesca se reúnem para lembrar os pais, os avós e toda a geração que foi feliz ali.

domingo, 29 de junho de 2008

Pra dançar o créu tem que ter disposição...

Estava de saída pra casa do namorado qdo ele liga pra falar sobre uma festa junina na casa de um amigo....blá, blá, blá. Vamos à festa. Temos que ir a caráter. Não rolava em cima da hora surgir com uma roupa de dançar quadrilha. Sugestão: vamos ao Mercadão de Madureira e compramos àqueles chapéus de caipira. Ótimo. Assunto caracterização: resolvido.
Lá fomos nós arrumadinhos rumo à festa junina. Até chegar a casa do amigo demos algumas voltas pois o carro que seguíamos estava perdido. Logo, nós também estávamos perdidos. Uma hora e algumas voltas depois chegamos à festa junina. Meio barro, meio tijolo, mas agradável. As pessoas que estavam com a gente eram animadas, desfiz a imagem de bruxa que um dos amigos dele tinha de mim, comi uma fatia de bolo e lá pelas tantas resolvemos partir. Quase chegando em casa, uma resolução ineseperada: vamos para a Cabana do Catonho? Vamos! Tava na chuva, só restava me molhar. Eis que chegamos no lugar. Não tenho preconceito de músicas, pelo contrário, gosto de tudo. Tocou, eu danço. Claro que tenho minhas preferências. Amo MPB e se tivessem me perguntando: para onde você gostaria de ir pra dançar? Escolheria o Rio Scenarium, ou o Sacrilégio, ou Carioca da Gema, ou a Fundição Progresso, enfim...jamais a Cabana do Catonho. Cabana da qual eu nunca tinha ouvido falar. Bem, chegando no lugar, que mais parecia um galpão repleto de tchutchucas e tigrões, sofremos até achar um lugar para ficarmos parados. Eu tava no lugar e só me restava uma coisa: dançar. Dancei. Não tão animadamente. Primeiro porque tava morrendo de medo de confusão no local entulhado de pessoas, segundo porque não tinha espaço e terceiro porque não ouvia a música. Detalhes!
De repente, não mais que de repente, começa o som da Furacão 2000. Eu nunca estive num baile, numa casa de show, numa festa em que a equipe Furacão 2000 tivesse tocado. Claro que é impossível ficar parado com a batida. Além disso, parece que o som está dentro de você. Dei o meu jeito e dancei. Dessa vez não tinha a desculpa de dizer que não estava ouvindo a música. Entretanto, o medo e a falta de epaço permaneciam. Depois de uma hora ouvindo àquela batida, pedi pra sair. Definitivamente não tenho disposição pra dançar o créu. Aliás, nem esperei o créu tocar, parti antes. Cheguei exausta, com os pés imundos e em frangalhos e totalmente sóbria. Talvez se eu tivesse bebido tivesse disposição pra dançar o créu...ou não.
A noite valeu pelas companhias, pela oportunidade do namorado poder curtir com os amigos e pelo diferente. Jamais programaria uma noite dessas, simplesmente fui na onda. E não posso dizer que não gostei.

sábado, 28 de junho de 2008

O importante não é o que acontece com você, mas como você reaje

Impossível atravessar a vida sem que um trabalho seja mal-feito, sem que uma amizade cause decepção, sem padecer com alguma doença, sem que um amor nos abandone, sem que ninguém da família morra, sem que a gente se engane num negócio.
O importante não é o que acontece com você, mas como você reaje.
E quando reagimos, crescemos.
Nós crescemos quando não perdemos a esperança, nem deixamos diminuir a vontade, nem perdemos a fé. Crescemos quando aceitamos a realidade e temos orgulho de vivê-la. Crescemos quando aceitamos nosso destino, mas se quisermos, temos garra para mudá-lo.
Crescemos quando aceitamos o que deixamos pra trás, construímos o que há pela frente e planejamos o que está por vir.
Crescemos quando nos superamos, nos valorizamos e sabemos dar frutos. Crescemos quando abrimos caminhos, assimilamos experiências e semeamos raízes.
Crescemos quando nos impômos metas sem nos importar com comentários, nem julgamentos. Quando damos exemplos sem nos importar com o desdém, quando cumprimos nosso trabalho.
Crescemos quando somos fortes de caráter, sustentados por nossa formação, sensíveis por temperamento e humanos por nascimento.
Crescemos quando enfrentamos o inverno, mesmo que percamos folhas. Quando colhemos flores, mesmo que tenham espinhos e marcamos o caminho, mesmo que se levante o pó.
Crescemos quando somos capazes de lidar com resíduos de ilusões e de perfurmar-nos com flores e nos elevar por amor.
Crescemos ajudando nossos semelhantes, conhecendo a nós mesmos e dando à vida mais do que recebemos.
É assim que se cresce.
Suzana Carizza

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Isolda trabalhava na lanchonete havia algumas semanas. Detestava o trabalho, mas gostava das pessoas que iam e vinham num sem fim. Talvez por se encantar com as histórias dos frequentadores da lanchonete e esquecer do seus afazeres, tinha sua atenção chamada assiduamente pelo dono do estabelecimento, sr. João.
Sr. João era um homem forte, alto, apegado aos bens materias e desleixado, mas tinha bom olho pra perceber que muitos dos frequentadores da lanchonete gostavam do bate-papo com Isolda e por isso resolveu deixá-la ficar mais tempo por ali, mesmo percebendo que os outros funcionários a tratavam com desdém.
Isolda tinha um quê de felicidade que irradiava pelos olhos, pelo sorriso. Não era uma mulher bonita, mas fascinava a todos com seu jeito de ser. Ninguém sabia exatamente a idade dela. Poderia ter 18 anos, mas também poderia ter 30. Nenhum cliente, por mais sisudo ou emburrado que parecesse, resistia a um único bom-dia daquela menina-mulher. Passou, e ainda passava, por situações que fariam qualquer um dobrar e fugir. Mas não Isolda.
Isolda amava a vida, acordava e dormia com um sorriso nos lábios, cantarolava e quando alguém a aborrecia ela fazia uma prece.
Mas, como todo ser humano, Isolda tinha defeitos. Tinha medo de encarar a realidade e criava fantasias em que acreditava de verdade.
Por muitas vezes foi pega numa mentira ou outra. Ela não se importava, eram as fantasias que lhe permitiam viver. Preferia acreditar que vivia no País das Maravilhas a suportar os infortúnios que a vida lhe pregara. Tinha um irmão perdido para o mundo do crime, um pai alcóolotra e uma mãe amargurada.
Isolda sorria e vivia em seu mundo de fantasia para sobreviver.
Sonhava com o dia em que seria resgatada do mundo de aflições por um homem que pudesse lhe fazer feliz. Não sonhava com qualquer homem. Sonhava com um homem alto, bonito, sorridente, inteligente, com mãos gentis, que gostasse de música, e sóbrio. Não precisava ter dinheiro, mas tinha que ser sóbrio.
O sr. João, dono da lanchonete, foi deixando Isolda ficar mais um dia, mais outro e quando viu estava caído de encantos por aquela menina sorridente.
E pediu a Isolda em casamento.
O sr. João não era nem de perto o príncipe com o qual Isolda sonhara. Não era bonito, não era alto, sorria muito pouco e sua voz parecia a de um trovão. Mas era sóbrio. E Isolda aceitou casar-se com sr. João.
Tudo aconteceu muito rápido. Isolda queria livrar-se das agruras de sua vida de fantasia e ser feliz.
Não foi tão feliz como sonhou, mas viveu bem e teve filhos saudáveis.
Isolda parou de mentir, mas continuou a sonhar. Para seu marido, dedicava fidelidade e para seus filhos, contava lindas histórias sobre fadas e castelos.
Um dia, por volta dos seus 50 anos, Isolda despediu-se dos filhos, deixou um bilhete para João e fechou a porta pra nunca mais voltar.
Não se sabe o que aconteceu com ela. Talvez ela tenha virado estrela de televisão, descoberto um dom escondido, virado freira ou viajado para conhecer o mundo.
Sabe-se apenas que a casa do sr. João nunca mais foi a mesma sem as histórias e a cantoria de Isolda.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

O mundo é das Betânias...

Definitivamente o mundo é das Betânias. E se não podemos vencê-las, devemos nos juntar a elas.
Não que devamos concordar com elas, mas agir como elas pode ser a solução.
Aposto que vc conhece a espécie. Aquela pessoa que se finge de morta pra não despertar atenção, que não se manifesta pra ninguém notá-la. É meio que aquele boi que finge que tá morto pra pegar o urubu desprevenido. Isso me dá nos nervos, mas não posso combatê-las. Por isso juntei-me a elas. Pronto! Agora tb sou uma. Mas quem não é?
Não gosto da situação, mas se é a minha solução. Tô dentro!!

A coisa deu uma melhorada pro meu lado. Não posso me queixar. Mas uma coisa ainda me incomoda, mas é aquela coisa pela qual não posso fazer nada. Como se fosse um entrave. Detesto a sensação de impotência da coisa, mas nada posso fazer. O que posso fazer é pedir a Deus que veja a situação e tente ajudar o outro de alguma forma. E isso tenho feito diariamente. Talvez Deus me ouça. Ou não.
Os planos de Deus não são os mesmos que os nossos e nem sempre os compreendemos, os aceitamos. Só que eu acredito que tudo o que está acontecendo tem um propósito.
Os que semeam com lágrima, colherão com alegria.
Não sou evangélica, nem beata, nem nada disso, mas creio profundamente num Deus justo e que tudo pode e é isso que me mantém na luta.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Saudade de doer

Dizem que o que os olhos não vêem o coração não sente. Em partes isso é uma verdade absoluta. Se eu puder ser poupada de algumas verdades para não sofrer até prefiro, embora eu queira a verdade sempre. Pois é, contradição é meu nome. Mas como explica-se a saudade? Vc já sentiu uma saudade tão forte que chega a doer e as lágrimas brotam? Eu já. Algumas vezes minha saudade é muita intensa.
Sou intensa. Qdo estou feliz, estou muito feliz. Qdo estou com fome, sinto muita fome. Qdo estou com calor, é muito calor. Não seria diferente com a saudade.
Ela não é constante, mas qdo ela vem, vem rasgando.
Saudade é o que fica daquilo que não ficou.
Não é ruim sentir saudades. Podemos recordar momentos maravilhosos, situações divertidas, sonhos compartilhados. Recordar é viver. Na verdade, recordar é re-viver. E, algumas vezes, re-viver faz muito bem.
Tente reviver as brincadeiras na chuva, as idas ao baleiro, as festas da escola, os natais com Papai Noel, lambidas do cachorro, beijos roubados, correspondências esperadas recebidas, frio na barriga pelo primeiro encontro com aquele pessoa especial. É gostoso demais.
A saudade dói, mas faz bem. E vir aqui botar pra fora faz melhor ainda. Sempre saio daqui melhor do que cheguei. Talvez qui, no desordenado da coisa, eu consiga colocar meus pensamentos em ordem.
Gosto desse espaço. E cho que ele tem a minha cara.
Ainda não sei direito o rumo que esse blog vai tomar. Eu tinha uma outra proposta pra ele, mas acabei indo pelo instinto.

domingo, 22 de junho de 2008

Divulgando

A Microsoft sabe quem é vc!!! Incrível!!


Como é que eles conseguem?

Podem testar, eu garanto.

Olá pessoal, pra quem trabalha em qualquer computador uma notícia ruim...
A Microsoft sabe quem vc é...
Esta notícia saiu no jornal The New York Times!
Para aqueles que são cautelosos...
A Microsoft sabe quem vc é!!!
O Windows descobre quem é você!!!
Duvida disso???
O programa está muito bem escondido, mas foi denunciado por um ex-funcionário da empresa.
Siga as instruções e fique pasmo com o que vc vai ver:

- Vá ao Menu Iniciar
- Programas
- Acessórios
- Calculadora
- Clique no Menu da Calculadora na opção Exibir
- Mude para opção Científica
- Agora digite 12237514
- No canto superior esquerdo está selecionado Decimal (Dec)
- Clique na opção Hexadecimal (Hex) e veja sua identificação.

AVISE SEUS AMIGOS!

Haja capim...

No Curso de Medicina, o professor se dirige ao aluno e pergunta:
-Quantos rins nós temos?
-Quatro! - Responde o aluno.
-Quatro? - Replica o professor, arrogante, daqueles que sentem prazer em tripudiar sobre os erros dos alunos.
-Traga um feixe de capim, pois temos um asno na sala. - ordena o professor a seu auxiliar.
-E para mim um cafezinho! - Replicou o aluno ao auxiliar do mestre.
O professor ficou mais irado ainda e expulsou o aluno da sala. O aluno era, entretanto, o humorista Aparício Torelly Aporelly (1895-1971), mais conhecido como o 'Barao de Itararé'.
Ao sair da sala, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso mestre:
-O senhor me perguntou quantos rins 'nós temos'. 'Nós' temos quatro: dois meus e dois seus. 'Nós' é uma expressao usada para o plural. Tenha um bom apetite e delicie-se com o capim.
A vida exige muito mais compreensao do que conhecimento! As vezes as pessoas, por terem um pouco a mais de conhecimento ou acreditarem que o tem, se acham no direito de subestimar os outros...
E haja capim!!!

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Quem pede recebe....

Alguém perdeu pra mim. Ninguém gosta de perder pra ninguém, eu tb não. Mas fazer o que? Quem pede recebe e quem se desloca tem preferência. Não tenho medo de cara feia, nem de olho torto, nem de trabalho. Trabalho duro e exijo respeito.

Uma pessoa de quem gosto muito foi pra Ribeirão Preto tentar realizar um transplante de medula. Isso é que é barra. Se não for doença, o resto a gente tira de letra.
Tô na torcida por ele, embora ele nem saiba disso.

Recado - Gonzaguinha

Se me der um beijo, eu gosto
Se me der um tapa, eu brigo
Se me der um grito, não calo
Se mandar calar, mais eu falo
Mas se me der a mão, claro, aperto
Se for franco, direto e aberto Tô contigo, amigo e não abro Vamos ver o diabo de perto
Mas preste bem atenção, seu moço
Não engulo a fruta, o caroço
Minha vida é tutano, é osso
Liberdade virou prisão
Se é amor, deu e recebeu
Se é suor, só o meu e o teu
Verbo eu pra mim já morreu
Quem mandava em mim nem nasceu
É viver e aprender
Vá viver e entender, malandro
Vai compreender
Vá tratar de viver
E se tentar me tolher é igual
Ao fulano de tal que taí
Se é pra ir vamos juntos
Se não é, já não tô nem aqui



terça-feira, 17 de junho de 2008

Fico feliz com a sua felicidade!!

Tenhos umas características meio estranhas. Por exemplo, eu fico feliz com a felicidade dos outros. Nem todas as pessoas são assim. Mas a outra característica mais estranha ainda é querer que os outros sejam como eu. Alôôôôuuu, maluca!!! Ninguém é iguala a ninguém. Eu tenho defeitos e qualidades inerentes a mim e que me fazem eu ser eu. Claro que conhceço pessoas que ficam felizes com a felicidade dos outros, mas nem todos são assim. Nem sei se isso é um defeito ou uma qualidade, mas acho que ficar feliz sempre é bom. E se além de ficar feliz por mim, fico feliz pelos outros, melhor pra mim que tenho mais oportunidades de ser feliz do que àquela pessoa que sente inveja de tudo, que se sente inferior, que sente ciúme por nada, que sempre vê o lado negativo da coisa, que é incapaz de ser feliz com coisas pequenas.
Basta dessa gente!!!

Domingo foi o chá de bebê do meu afilhado, amado. Tudo foi lindo. Eu estava muito feliz em poder compartilhar esse momento com a comadre.
E, como ser a madrinha não é suficiente, tive que pagar o mico. E daqueles!
Pois é, eu de coração desenhado nas bochechas, arco rosa de fru fru, dançando o créu foi qualquer coisa. Eu não acreditei que tava fazendo aquilo. Mas fiz e está registrado na câmera de alguém. Ai, meu Deus!!! Sabe lá onde a foto vai parar...

Só uma amostra da minha face.

Hoje tivemos uma boa notícia e acho que vamos conseguir respirar por algum tempo. Nada de definitivo, mas é uma esperança.

Falei pra comadre que quero assistir ao nascimento do afilhado. Será que serei capaz de sobreviver???

PUTZ, esqueci os fósforos !

Um dia, ele disse que ia na esquina comprar cigarros e desapareceu.
Não é força de expressão ou sentido figurado.
Ele disse exatamente isto:
- Vou ali na esquina comprar cigarro.
Ficou dez anos desaparecido.
Há algum tempo, reapareceu.
Bateu na porta, a mulher foi abrir, e lá estava ele.
Dez anos mais velho, quieto,sem dizer uma palavra.
A mulher despejou sua revolta em cima dele:

- Seu isso! Seu aquilo! Então você diz que vai na esquina comprar cigarro e desaparece? Me abandona, abandona as crianças, fica dez anos sem dar notícia e ainda tem o desplante, a cara de pau, o acinte, a coragem de reaparecer deste jeito? Pois você vai me pagar. Fique sabendo que você vai ouvir poucas e boas. Essa eu não vou lhe perdoar nunca. Está ouvindo? nunca. Entre, mas prepare-se para...

Nisso, o homem deu um tapa na testa, disse:

- PUTZ, esqueci os fósforos !

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Ah se eu vou...(Roberta Sá)

Todo santo dia
Ela ia
Ela ia lá me chamar
Pra dançar coco
A beirada da saia querendo rodar
Pelo jeito dela
Pelo dengo
Pela simpatia
Se eu caio na roda
Essa moça pode me segurar
Aí, ela vai querer que eu deixe de ir pro samba
Aí ela vai querer que eu não vá na ciranda de Lia
Aí ela vai querer que eu não saia de perto dela
E eu olhando prá beira da saia
Querendo rodar
Ah, se eu vou...

sexta-feira, 13 de junho de 2008

A hora é essa!

Tenho algumas convicções, dentre a elas a de que todo mundo tem problema. Se estiver lendo isso perto de alguém, pergunte pra essa pessoa qual é o problema dela. Mas pergunte querendo saber, não daquele jeito: tudo bem com vc? Quem pergunta desse jeito, não está interessado de verdade.
Se você perguntar, verá que todo mundo tem problema. Uns num nível maior, outros num nível menor, mas ninguém escapa deles. Eu também os tenho. Tem dias em que minha vontade é desaparecer, sumir do mapa e viver de brisa. Nem rola, gosto mesmo é de conforto.
Apesar de de ter problemas, tento não descarregar nos outros. Claro que nem sempre tô a fim de ficar sorrindo, de conversar, mas os outros não tem culpa de nada do que acontece na minha vida. Eu sou culpada dos meus problemas. Acho que a gente planta o que a gente colhe. Sei que muito do que acontece comigo é consequência do algo que fiz ou deixei de fazer em algum momento da minha vida.
Claro que as pessoas que mais são atingidas pelos meus problemas são as pessoas que estão mais próximas a mim. Da mesma forma que sou atingida qdo os problemas ocorrem com essas pessoas. E acho que a vida é assim mesmo, apoiamos e protegemos os que amamos. Talvez essa regra não seja a ideal, mas é impraticável proteger toda a massa ao nosso redor.
Muitas vezes qdo vemos alguém sofrer nos sentimos impotentes. Nem sempre podemos fazer algo. E dizer que está com a pessoa, que a apóia, pode não ser suficiente para o outro. Infelizmente tem situações que fogem ao nosso controle.
Sou prática, gosto de soluções, sem chororô. E qdo me vejo em situações que fogem ao meu controle, piro. Quero fazer algo e não posso. Mãos atadas dóem. Mas dói muito mais a falta de reconhecimento, a negligência, a indiferença, o não reconhecimento do seu esforço.
Algumas vezes não reconhecer o que o outro faz é a forma que temos de reforçar a nossa autopiedade e mostrar para o mundo: olhem para mim, vejam como eu sofro.
Nem tudo pode ser mudado, mas tenho tentado não fugir das situações e tenho dado a cara pra bater. Essa pode nem ser a melhor estratégia, mas já dizia um filósofo (claro que não vou me lembrar qual) que insanidade é continuar agindo da mesma forma e esperar resultados diferentes. Ou algo nesse sentido. Em outras palavras, dar murro em ponta de faca é inútil. Se faço a mesma coisa mil vezes e vejo que a coisa não tá indo, só me resta mudar o jeito de fazer pra ver o que acontece. E aí, a minha praticidade me ajuda.
Às vezes, o simples fato de pensar o dia de forma diferente, cantar uma música, ouvir uma piada, receber um e-mail de alguém querido já dá uma transformada no astral.
Quero transformação, quero mudança, quero gente com brilho no olho.
Hoje mesmo aconteceu uma situação interessante comigo. Tenho saído de casa mais cedo (e descobri que isso é a melhor coisa para evitar a super lotação do metrô) e hoje resolvi tentar pegar um ônibus para ver qual era. Enquanto estava no ponto, veio um ônibus mega-lotado. Sem condições. Resolvi atravessar a rua e ir de metrô mesmo. Meu vizinho estava no ponto com a filha que mora em Niterói e perguntou se ela poderia ir comigo, já que ela não sabia andar de metrô. Claro que podia!
Nossa! Que sopro de vivacidade! Uma menina linda, de 22 anos, cheia de gás, achando que vai transformar o mundo, super disposta, alto-astral. Me vi nela. E pensei que um dia eu fui assim. Um dia eu acreditei num mundo melhor e fiz alguma coisa pra mudá-lo. Parece que quando o tempo passa, perdemos toda a nossa vitalidade. Deixamos pra trás coisas nas quais acreditamos. E descobri que não quero perder isso. Eu quero àquele brilho no olho. Não àquela beleza fantástica que ela tem (isso é ilusão), mas àquele gosto pela vida.
A vida tá maravilhosa? Não!
Tô com grana? Não!
Tenho o emprego dos meus sonhos? Não!
Mas e daí??? Tenho saúde, tenho um emprego, tenho casa, conforto, um namorado e uma mãe que me amam e a quem eu amo, deito numa cama gostosa todo dia, tenho opções para almoçar, tenho a possibilidade de ouvir, de falar, de sorrir. Quero ser feliz!!! E acho que a hora é agora.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Reencontros

Hoje foi o dia do reencontro. Revi três pessoas que sempre gostei muito e até me arrepiei ao encontrá-las. Duas são de momentos recentes. Mas foi tão bom abraçar, beijar, dar um sorriso. E outra é das antigas. Aquela amiga de tempos atrás, com quem vivi bons momentos.
Fiquei muito feliz pelo reencontro!
Sou uma pessoa um pouco nostálgica. Amo minha vida como ela é, mas adoro reviver os momentos do passado. Gosto de músicas antigas, gosto de rever fotos antigas, relembrar momentos inesquecíveis. Pode ser uma característica saudosista. Dizem que recordar é viver. Acho que é verdade.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Se lembram???

Vocês lembram do Marcos Valério? Aquele do mensalão?
Pois é, a figura foi condenada (depois de tantos anos). Sabem qual a pena do meliante? Multa e prestação de serviços comunitários. E o pior, os advogados dele vão recorrer da decisão.
Agora, me digam, esse país é sério???
Por isso que um monte de gente sai do país, fala mal do governo e da (in) justiça.
Talvez não sejamos um povo pacífico. Talvez sejamos um povo otário....

Mais um fds marcado pela polêmica no futebol brasileiro.
Quem assistiu a cena da punição do time do Vasco da Gama está até agora sem saber se o tal do tiro livre indireto foi marcado devida ou indevidamente.
Vamos aos fatos: o goleiro T(h)iago fez uma defesa simples, deixou a bola no chão, depois pegou a bola na mão e levou cerca de 5 segundos para repô-la em jogo. O árbitro apitou um tiro livre indireto. A defesa do Vasco da Gama pediu o gol que levou, mas isso é uma outra história.
Uns comentaristas de arbitragem dizem que foi exagero do Wilson de Souza Mendonça, outros dizem que o lance é uma questão de intepretação e o presidente da Comissão Nacional de Arbitragem avisa que o árbitro acertou na decisão. Bem, quem perde é o futebol como um todo. Fica a impressão da marmelada.
O tal do Eurico, que já não gosta de confusão, convoca a torcida para protestar contra a CBF.
O que acontecerá com o sr. Wilson??? Não sabemos, mas o Vasco perdeu 3 pontos.
Ainda falando de futebol, mas de coisa boa, o Mengão foi lá e arrasou o Figueirense. Somos os primeiros colocados da tabela.
Uh...tererê...sou Flamengo até morrer.

Primeiro dia das voltas da férias. Estranho voltar. Um misto de sentimentos, mas sempre tentando ver o lado bom da coisa.
Eu disse que a intenção é ser mais serena. Fui à Fetranspor duas vezes e fui na paz. Talvez eu consiga.
No mais é bola pra frente e força na peruca!!

sábado, 7 de junho de 2008

Não chore....


Existe uma frase, um ditado, não sei bem do que se trata, mas que diz que não devemos chorar pq acabou, mas sim sorrir pq um dia existiu. Na teoria a frase é linda, mas como toda teoria aplicá-la à prática é que é complicado.
Estou contente pq tenho um emprego pra voltar, enquanto muitas pessoas não o tem, mas daí a ficar feliz pq as férias chegaram ao fim tem uma grande diferença. Sei que é feio, mas faço outras coisas feias tb só não divulgo...rs. E eu sei q vc tb faz. Será que tudo do que gosto é imoral, é ilegal ou engorda?
Bem, segunda estou de volta à senzala. Pelo que tenho ouvido falar, o trabalho continua no ritmo frenético de sempre. Não sei o que vou encontrar qdo chegar lá, mas voltarei, afinal a outra opção é inviável no momento.
Então, FORÇA NA PERUCA!!!

Essa semana fui visitar uma colega que teve neném, uma pessoa de quem gosto muito, mas foi tremendamente injustiçada. Tem algumas sacanagens que a gente não engole. Enfim, a vida não é o mar de rosas que acreditamos que ela seja.

Recebi via e-mail uma carta de autoria atribuída ao Wagner Moura (o Capitão Nascimento). Não tenho como afirmar se a autoria é dele e nem dá pra confiar nos textos que rolam pela internet. Agora qdo posto um texto, informo o seguinte: dizem que a autoria é do ....
Pq digo que não dá pra acreditar? Bem, por exemplo um texto que sempre recebi com a informação de que era o Arnaldo Jabour. Vc tb deve ter recebido. Um texto até legal que fala sobre as mulheres. Outro dia li um texto, que tb se dizia da autoria do referido jornalista, em que ele afirma que jamais escreveria uma bobagem daquelas. Vai saber.
Mas, voltando à vaca fria. O texto que vou postar, recebido como se fosse escrito pelo Wagner Moura, em que o autor critica o posicionamento dos programas imbecilóides. Vou postar pq acho que o autor estar coberto de razão. Não tenho a menor paciência para esses programas que exploram o ridículo. E o pior deles é o tal do Pânico na TV. Não sei se diria que esse é o pior programa da atualidade, afina tá difícil dizer qual é o pior. Tenho algumas opções: Domingão do Faustão, TV Fama (confesso que esse, de vez em quando assisto), Programa do Gugu, É o amor, e talvez vc possa acrescentar mais programas à nossa lista fatídica.
Bem, vou postar o tal do texto aqui e espero que ele diga algo pra vc.

'Quando estava saindo da cerimônia de entrega do prêmio APCA, há duas semanas em São Paulo, fui abordado por um rapaz meio abobalhado. Ele disse que me amava, chegou a me dar um beijo no rosto e pediu uma entrevista para seu programa de TV no interior. Mesmo estando com o táxi de porta aberta me esperando, achei que seria rude sair andando e negar a entrevista, que de alguma forma poderia ajudar o cara, sei lá, eu sou da época da gentileza, do muito obrigado e do por favor, acredito no ser humano e ainda sou canceriano e baiano, ou seja, um babaca total. Ele me perguntou uma ou duas bobagens, e eu respondi, quando, de repente, apareceu outro apresentador do programa com a mão melecada de gel, passou na minha cabeça e ficou olhando para a câmera rindo. Foi tão surreal que no começo eu não acreditei, depois fui percebendo que estava fazendo parte de um programa de TV, desses que sacaneiam as pessoas. Na hora eu pensei, como qualquer homem que sofre uma agressão, em enfiar a porrada no garoto, mas imediatamente entendi que era isso mesmo que ele queria, e aí bateu uma profunda tristeza com a condição humana, e tudo que consegui foi suspirar algo tipo 'que coisa horrível' (o horror, o horror), virar as costas e entrar no carro. Mesmo assim fui perseguido por eles. Não satisfeito, o rapaz abriu a porta do táxi depois que eu entrei, eu tentei fechar de novo, e ele colocou a perna, uma coisa horrorosa, violenta mesmo. Tive vontade de dizer: cara, cê tá louco, me respeita, eu sou um pai de família! Mas fiquei quieto, tipo assalto, em que reagir é pior.
' O que vai na cabeça de um sujeito que tem como profissão jogar meleca nos outros? É a espetacularização da babaquice '
O táxi foi embora. No caminho, eu pensava no fundo do poço em que chegamos. Meu Deus, será que alguém realmente acha que jogar meleca nos outros é engraçado? Qual será o próximo passo? Tacar cocô nas pessoas? Atingir os incautos com pedaços de pau para o deleite sorridente do telespectador? Compartilho minha indignação porque sei que ela diz respeito a muitos; pessoas públicas ou anônimas, que não compactuam com esse circo de horrores que faz, por exemplo, com que uma emissora de TV passe o dia INTEIRO mostrando imagens da menina Isabella. Estamos nos bestializando, nos idiotizando. O que vai na cabeça de um sujeito que tem como profissão jogar meleca nos outros? É a espetacularização da babaquice. Amigos, a mediocridade é amiga da barbárie! E a coisa tá feia.
Digo isso com a consciência de quem nunca jogou o jogo bobo da celebridade. Não sou celebridade de nada, sou ator. Entendo que apareço na TV das pessoas e gosto quando alguém vem dizer que curte meu trabalho, assim como deve gostar o jornalista, o médico ou o carpinteiro que ouve um elogio. Gosto de ser conhecido pelo que faço, mas não suporto falta de educação. O preço da fama? Não engulo essa. Tive pai e mãe. Tinham pais esses paparazzi que mataram a princesa Diana? É jornalismo isso? Aliás, dá para ter respeito por um sujeito que fica escondido atrás de uma árvore para fotografar uma criança no parquinho? Dois deles perseguiram uma amiga atriz, grávida de oito meses, por dois quarteirões. Ela passou mal, e os caras continuaram fotografando. Perseguir uma grávida? Ah, mas tá reclamando de quê? Não é famoso? Então agüenta! O que que é isso, gente? Du Moscovis e Lázaro (Ramos) também já escreveram sobre o assunto, e eu acho que tem, sim, que haver alguma reação por parte dos que não estão a fim de alimentar essa palhaçada. Existe, sim, gente inteligente que não dá a mínima para as fofocas das revistas e as baixarias dos programas de TV. Existe, sim, gente que tem outros valores, como meus amigos do MHuD (Movimento Humanos Direitos), que estão preocupados é em combater o trabalho escravo, a prostituição infantil, a violência agrária, os grandes latifúndios, o aquecimento global e a corrupção. Fazer algo de útil com essa vida efêmera, sem nunca abrir mão do bom humor. Há, sim, gente que pensa diferente. E exigimos, no mínimo, não sermos melecados.
No dia seguinte, o rapaz do programa mandou um e-mail para o escritório que me agencia se desculpando por, segundo suas palavras, a 'cagada' que havia feito. Isso naturalmente não o impediu de colocar a cagada no ar. Afinal de contas, vai dar mais audiência. E contra a audiência não há argumentos. Será?'

Dizem que a autoria é do Wagner Moura

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Saiba o que você pode fazer para combater o aquecimento global

Programa das Nações Unidas lista o que você se fazer para reduzir emissão de carbono.

Pequenas iniciativas podem ter um grande impacto.

E quem realmente se preocupa com o assunto se pergunta: o que fazer para ajudar?

Salvar o planeta pode parecer uma tarefa muito grande para ser feita por uma só pessoa, mas o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) garante: é possível, sim, fazer a diferença sozinho.

Para isso, a agência reuniu uma série de dicas sobre o que fazer para contribuir com a luta contra o aquecimento global.

Com medidas simples, qualquer pessoa pode cortar pela metade a quantidade de dióxido de
carbono que emite na atmosfera.

Esse gás é o mais importante do efeito estufa, e o excesso de sua emissão pela atividade humana é considerado o maior responsável pelo aquecimento global.

Algumas das ações são pequenas, mas se fossem feitas por todos, o impacto seria enorme.

Por exemplo, se todos os passageiros de aviões mantivessem o peso de suas malas abaixo dos 20 kg, e comprassem o que precisassem no destino, haveria uma redução de 2 milhões de toneladas de dióxido de carbono emitidos por ano.

Confira outros exemplos

Como você pode reduzir as emissões de Carbono

Medida

Economia

Trocar lâmpadas incandescentes de 60 watts por fluorescentes

Quatro vezes menos emissões de CO2

Tomar um trem ao invés de ir pro trabalho de carro

1,7 Kg de CO2 a cada 8 Km

Desligar o computador e o monitor durante o almoço e depois do trabalho

1 terço da emissão de CO2

Usar uma torradeira ao invés do forno para aquecer pães por 15 minutos

170 g de CO2

Usar um despertador antigo ao invés de rádio-relógio eletrônico

48 g de CO2 por dia

Compre um chuveiro que economiza água

Metade da emissão de CO2 a cada três minutos e 10 litros de água por minuto

Trocar o exercício de 45 minutos na esteira por uma corrida no parque

1 Kg de CO2

Secar roupas no varal e abolir a secadora

2, 3 Kg de CO2 ao dia

Não usar escovas de dentes elétricas

48 g de CO2 ao dia


Dia Mundial do Meio Ambiente

Hoje é o dia Mundial do meio ambiente. Mais uma vez um dia específico para se comemorar alguma coisa. Acho super importante a questão do meio-ambiente, mas acho uma grande bobagem essa história de dia específico para as coisas. Da mesma forma que para as mães, os pais, os namorados, o dia do meio ambiente é todo dia. Sem essa de um dia específico para nos conscientizarmos que o planeta grita por socorro. Tudo bem, vc pode pensar, mas pq ela só resolveu falar disso hoje. Ok, vc venceu, pq hoje é o dia Mundial do meio ambiente...rs. Mas isso n siginfica que não me importo com o meio-ambiente. Acho super importante essa necessidade de preservação. Não sou nenhuma militante que ergue bandeira, que se atira no mar pra salvar as baleias ou se agarra a uma árvore para protegê-la, afinal acho que existem formas mais simples de proteção. Não jogar lixo na rua é um bom começo. Fico irritadíssima quando vejo crianças e adolescentes jogando lixo na rua. Não que eu ache normal um adulto jogar lixo na rua, mas é entendível (???). Os adultos, principalmente os mais velhos, não creceram com medo de extinção do planeta. O pior é não ter passado essa conscientização para os mais novos. Sim, pq provavelmente a criança e o adolesente que jogam lixo na rua viram seus pais agirem desse modo.
Estava lendo as notícias no site Uol e achei interessante um site que demonstra o tamanho do estrago que você causa no planeta. O meu está bastante grande, preciso rever os meus conceitos. Acho que vale a pena você dar uma olhadinha no site e ver o tamanho da sua pegada negativa no planeta.

Bem, as férias estão chegando ao fim e vai dando aquela sensação de quero mais, de melancolia, mas preciso pensar que ainda bem que tenho um trabalho pra voltar.
Como a inteção é mudar o modo de vida e tentar desacelerar, pretendo dar uma acalmada no stress e me incomodar menos com problemas pequenos. Se vou conseguir, o tempo dirá.

Ontem visitei minha prima Patty Beijos, a gargalhada mais gostosa que conheço, e gostei muito de ficar "entre as meninas da família". Demos boas risadas e babei bastante o primo-sobrinho Kauã. Como ele está lindo e fofo. Cabe uma fotinho do bebê pra porvar o que digo.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

A estimulação da bundalização

Nádegas a declarar - Gabriel, O Pensador

Ordem e progresso, sua bunda é um sucesso
Nádegas a declarar, nádegas a declarar
Ordem e progresso, sua bunda é um sucesso
Nádegas a declarar
Nádegas a declarar? Claro que não!
Eu tenho opinião nesse papo de bundão
E vou dizer, mas primeiro você, Fernanda
Primeiro as damas, o que que cê manda?
Aí, Gabriel, vou logo deixar claro,
não é lição de moral
Todo mundo tá sabendo que sambar é tropical
No país do futebol e carnaval
Mexer essa bundinha até que é natural
No meu ponto de vista
Sem querer ser feminista
A bundalização é bastante estimulada
Por essa cultura machista, cê sabe... tá cheio de porco-chauvinista
Por isso que esse papo não é só pras menininhas
É pra todos esses caras que dão força, que dão linha
No concurso, na promessa de futuro
No programa de TV e no rádio toda hora pra você
A-aha! Arrebita a rabeta!
A-aha! E me diz, meu bem, o que mais que você tem?
A-aha! Arrebita a rabeta!
Arrebita bem a bunda, vagabunda,
que a bunda é tudo de bom que você tem
O que que você tem de bom além do bumbum? Um talento, algum dom?
Ou as suas qualidades estão limitadas ao balanço dessa bunda arrebitada?
O que que você tem além da bunda?
Pense bem que a pergunta é profunda
Não, não é isso, menina!
Eu não tô falando da sua... virilha
Que deve ser uma maravilha, mas seu cérebro é menor do que um caroço de ervilha
Ô minha filha, acorda pra vida
A sua bunda tá em cima, mas sua moral tá caída
A dignidade tá em baixa
Você só rebola, só rebola, só rebola e se rebaixa
E se encaixa no velho perfil:
Mulher objeto em pleno ano dois mil
E um, e dois, e três
Sempre tem alguém pra ser a bunda da vez
Te chamam de celebridade e você acredita
Enche o rabo de vaidade e arrebita
A-aha! Arrebita a rabeta!
A-aha! E me diz, meu bem, o que mais que você tem?
A-aha! Arrebita a rabeta!
Arrebita bem a bunda, vagabunda,
que a bunda é tudo de bom que você tem
Você tira até retrato três por quatro de costas
Pensa com a bunda e quando abre a boca só sai bos...
Talvez você nem seja tão piranha
Mas qualquer concurso miss bumbum que tem, você se assanha
A-aha! E tira foto fazendo pose de garupa de moto
A-aha! Vai sair na revista e o povo vai dizer que você é artista
Porque agora bunda é arte, é cultura, é esporte
É até filosofia, quase uma religião
E se você tiver sorte pode ser seu passaporte para fama
Ou pra cama, pode ser seu ganha-pão
Bunda conhecida, bunda milionária
Bonitinha, mas ordinária
Que nem otária na TV, de perna aberta
Queima o filme das mulheres e se acha muito esperta
Vai, vai lá! Vai entrar na dança, vai usar a poupança
Vai ficar orgulhosa sem saber o mau exemplo que tá dando pras crianças
Adolescentes, adultas e adultos retardados
Que idolatram um simples rebolado
[Bando de bundão!!] Aplaudindo a atração
[Não pelas idéias, mas pelo burrão]
A-aha! Arrebita a rabeta!
A-aha! E me diz, meu bem, o que mais que você tem?
A-aha! Arrebita a rabeta!
Arrebita bem a bunda, vagabunda,
que a bunda é tudo de bom que você tem
[-"Ordem e progresso, sua bunda é um sucesso...
-Ai, nádegas a declarar!"]
[Lombo ambulante, burrão ignorante!!]
Sua bunda é alucinante
A rabeta arrebenta mas beleza não é tudo
Além da forma tem que ter conteúdo
Senão você se torna descartável
Que nem uma boneca inflável
Então encare a realidade com seu olho da frente
E veja a vida de uma forma diferente
Porque uma mulher decente pode ser muito mais atraente que uma bunda sorridente
Então, garota sangue bom
Se liga na missão, se liga nesse toque
Ser ou não ser, eis a questão
A vida é bem mais que um número no Ibope
Deixe a sua mente bem ligada ou vai ficar injuriada
Reclamando que não é valorizada
Pára pra pensar, bota a bunda no lugar
E a cabeça pra funcionar
A-aha! Arrebita a rabeta!
A-aha! E me diz, meu bem, o que mais que você tem?
A-aha! Arrebita a rabeta!
Arrebita bem a bunda, vagabunda,
que a bunda é tudo de bom que você tem
Solta essa bundinha, solta o verso
Solta a rima. Minha filha, solta o verbo na cara do Brasil
Que atrás de você virão mais de mil
Eu também não sou chegado em celulite
Mas eu vou te dar um palpite, exercite a tua mente
E não se irrite se eu tô sendo muito franco
Mas atualmente ela só pega no tranco
Amanhã você vai olhar pra trás
E vai ver que o seu colã já não entra mais
Vai querer fazer uma lipo, vai querer meter silico
E vai continuar pagando mico
A-aha! Arrebita a rabeta!
A-aha! E me diz, meu bem, o que mais que você tem?
A-aha! Arrebita a rabeta!
Arrebita bem a bunda, vagabunda,
que a bunda é tudo de bom que você tem
Ordem e progresso, sua bunda é um sucesso
Nádegas a declarar, nádegas a declarar
Ordem e progresso, sua bunda é um sucesso
Nádegas a declarar

terça-feira, 3 de junho de 2008

Aproveite!!!

Re-sentimento

Como o prórpiro nome diz, ressentimento é sentir de novo.
Muitas vezes nos magoamos com situações que ocorrem e ficamos remoendo aquilo e cada vez que se toca no assunto, aquilo nos machuca novamente. E isso acontece com todo mundo. Não acho que devamos guardar sentimentos ruins, mas acho impossível que todas as pessoas esqueçam tudo de negativo que alguém fez a ela e leve a vida na flauta.
Aplaudo as pessoas que conseguem passar por cima de sentimentos ruins e sei que preciso me dedicar mais a passar por cima do que me fez mal.
Achei o texto abaixo num site (http://www.jesussite.com.br/acervo.asp?Id=1229) e acho que ele explica bem o que quero dizer:

Se porventura nesta manhã você ao abrir os seus olhos pode identificar uma amargura e ressentimento contra uma determinada pessoa, saiba que você está provocando uma grande sabotagem contra si mesmo(a). Esse sentimento pode enfraquecer áreas vitais da sua vida ao corroer o que há de mais precioso na sua existência: o seu coração. Ressentimento é como um anzol que trazemos certas pessoas amarradas na nossa linha. Enquanto não a libertarmos desse anzol às conseqüências maléficas que trazemos sobre nós mesmos serão devastadoras. Ressentimento é a mãe das principais doenças emocionais e é a responsável por um número incontável de pessoas que hoje estão se submetendo a mais variadas formas de terapias ou ocupando leitos de hospitais.

Quem é a pessoa (ou pessoas) que hoje você precisa “soltar” do seu anzol para que uma vez aliviado desse peso você possa criar pela graça de Deus um espaço no seu coração para a paz e felicidade? Nesse momento pense naquela pessoa a qual você tem manifestado um negativo sentimento de condenação ou crítica. Após fazer isso, visualize na sua mente a abertura do seu anzol e mesmo que você não tenha a mínima vontade de fazer isso diga a Deus: “Deus, em obediência à Tua Palavra eu libero essa pessoa dessa culpa contra mim. Da mesma maneira como um dia o Senhor me perdoou, eu também a perdôo.”


Para Meditação: "Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou " (Efésios 4:32).

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Vitória do Mengão

Rio - Apesar do fraco futebol apresentado pelos dois times em campo, o Flamengo passou pelos reservas do Fluminense e conseguiu os três pontos. Os rubro-negros assumiram a liderança da competição, ao lado do Cruzeiro e agora somam 10 pontos no Brasileirão. O autor do gol foi o lateral-direito Leonardo Moura, que marcou de pênalti, aos 42 minutos da segunda etapa.

O Fla x Flu começou bastante corrido no Maracanã, com os dois times buscando o ataque no início do confronto. Os reservas do Fluminense não tinham o que perder e buscavam o gol. Já os rubro-negros, com a responsabilidade da vitória, também partiram para cima.

Aos 10 minutos, a primeira oportunidade foi do tricolor, com Dodô batendo falta. O artilheiro cobrou uma falta com precisão, no ângulo esquerdo de Bruno, que salvou jogando a bola para escanteio.

A resposta do Flamengo veio em seguida, com um erro grosseiro de Fabinho. O meio de campo do Fluminense tentou recuar a bola para Fernando Henrique, mas acabou criando uma ótima chance para o Fla. Marcinho chegou primeiro no lance e driblou o goleiro. Quando só Roger estava entre o jogador e o gol, o camisa 22 errou a conclusão, acertando a trave. Diego Tardelli esperava o cruzamento livre, no meio da área.

O jogo seguiu com os dois times se alternando no ataque. Até os 20 minutos, a jovem equipe do Fluminense tinha mais posse de bola, mas sentia a falta de melhor qualidade quando chegava à frente.

Com 28 minutos da primeira etapa, a melhor oportunidade do jogo aconteceu para o Flamengo. Leonardo Moura chegou com força na linha de fundo e cruzou. Dentro da área, Souza cabeceou para trás e Juan, também de cabeça, colocou no canto esquerdo de Fernando Henrique. O goleiro se esticou todo para salvar e rebateu a bola. Na sobra, novamente Juan tentou e chutou para fora.

Depois do bom ataque, os rubro-negros começaram a dominar a partida e a aparecerem com mais freqüência na área tricolor.

Jonatas lançando e Leonardo Moura pela direita eram as melhores alternativas do ataque do Flamengo. O camisa 2 aproveitava a pouca experiência do jovem Dieguinho, responsável por conter as subidas do lateral. Outro que começava a incomodar era Souza, que trombando dentro da área tentava abrir espaços.

Sob vaias das duas torcidas o arbitro Péricles Bassols terminou o primeiro tempo. O frio que tomou conta da tarde de domingo, no Maracanã, pareceu ter contagiado as duas equipes, que com preguiça e pouco futebol, deixaram a desejar na primeira etapa do clássico.

Os últimos 45 minutos começaram parecidos com o primeiro tempo. O Flamengo continuava com o maior domínio das ações, mas sem concluir com perigo. Já o Fluminense, nas poucas vezes que chegava à frente não apresentava qualidade.

Com 16 minutos de bola rolando no segundo tempo, os dois técnicos resolveram tentar mudar o panorama monótono da partida. No Flamengo, Jonatas deu lugar à Renato Augusto. Já o treinador do Fluminense, Renato Gaúcho, trocou o meia Davi, por Marinho, esperando dar mais velocidade ao time.

Em contra-ataque rápido, os tricolores mostraram que queriam mais que um ponto na partida. Dodô, recebeu na frente, ganhou de Cristian e chutou com perigo, na rede, pelo lado de fora da baliza de Bruno.

Com 21 minutos, Caio Júnior colocou Maxi em campo. Para a entrada do argentino, o treinador tirou o camisa 22, Marcinho, que não vinha bem no jogo.

Com um a menos, Leo Moura decide

Para a revolta do comandante rubro-negro, o Flamengo teve um jogador expulso aos 23 minutos. Diego Tardelli, de maneira infantil, se desentendeu com Mauricio e depois de uma trombada entre os dois, resolveu revidar com um leve chute nas pernas do tricolor. O juiz viu o lance e expulsou o atacante, que complicou a vida do time de Caio Júnior na partida.

Mesmo com um jogador a menos, o time da Gávea continuava no ataque. Em cobrança de falta, de muito longe, o lateral Juan fez um cruzamento na área. A bola passou por todo mundo e ia entrando, quando Fernando Henrique fez bela defesa.

Faltando 15 minutos para acabar a partida, Renato Gaúcho resolveu arriscar. O técnico tirou o volante Maurício, para a entrada do veloz Allan.

Fernando Henrique operou um milagre aos 32 minutos. Depois de Dodô errar na saída de bola, Maxi foi no fundo e cruzou no peito de Fábio Luciano. Com estilo, o capitão matou a bola e chutou, sem deixar ela cair no chão. O bom golpe do zagueiro tinha endereço certo, só esqueceram de combinar com o goleiro tricolor, que pulou no canto e salvou o time das Laranjeiras.

Aos 41 minutos de jogo, o time da Gávea armou um contra-ataque fulminante. Depois de erro de Dieguinho, o Flamengo roubou a bola com Maxi e chegou ao ataque com quatro jogadores contra apenas um do Fluminense. Juan recebeu dentro da área e ao driblar o goleiro Fernando Henrique, foi derrubado. Pênalti, que Leonardo Moura converteu com força, no alto.

Depois disso, o time da Gávea, com menos um, passou a tocar a bola e esperou o final da partida que veio, junto com os três pontos. Fim de jogo e o Flamengo vice-líder do Campeonato Brasileiro, com 10 pontos, ao lado do primeiro colocado Cruzeiro. Com a derrota, o Fluminense segue com um ponto e é o laterna da competição.

Matéria publicada no site do Jornal O Dia -
1/6/2008 20:05:00

Pois é, mais uma vez o Mengão mostrou que tem garra, raça. Por isso é o famoso "time de tradição, raça, amor e paixão...".
Se vc passar por aqui e for torcedor de qq outro time vai torcer o nariz. Ok, é um direito seu, mas os números não mentem jamais. O meu time está na segunda colocação da tabela. Tudo be, tudo bem, o Vasco está na quarta colocação, em compensação o Botafogo está na décima quinta colocação e o tal do Fluminense está na lanterna do campeonato.
Ontem, após o jogo, o técnico Renato Gaúcho disse que qdo o time titular entrar em campo eles vão "brincar". Talvez ele não esteja levando o Campeonato Brasileiro tão a sério uma vez que já se considera Campeão da Libertadores. Sem querer agourar ninguém, mas sabemos que o campeonato só termina quando acaba. Será que ele se esqueceu que ainda tem que passar pelo Boca Juniors (tudo bem, existe a vantagem de jogar no Maraca com a casa cheia - de acordo com a imprensa, todos os ingressos foram vendidos) e depois tem a final. Se eles entrarem achando que já ganharam (como infelizmente, o meu time fez contra o América do México) estão ferrados. Jogo se ganha no campo.
É, sou meio metida a entender de futebol. Gosto de futebol, mas não gosto de assistir qualquer jogo. Assistir jogo do Botafogo, por exemplo, é dose. Eu tô fora! Mas já fui à São Januário assistir jogos do Vasco (e confesso que torci) e ir ao Maracanã é um êxtase.
Me lembro da primeira vez que fui ao Maracanã assistir Flamengo e Corinthians e cheguei a chorar de emoção (tudo bem que até comercial me faz chorar).

Não poderia deixar de falar do episódio ocorrido ontem entre Botafogo e Náutico. Detesto o Botafogo, mas não concordo como exagero. No mínimo, desproporcional a força usada contra o zagueiro Andre Luiz no momento da sua expulsão. O jogador estava nervoso, de cabeça quente, sentindo-se injustiçado (embora a expulsão tenha sido justa), mas daí a ser retirado com força policial...
No momento em que ocorria a confusão cheguei a cogitar a possibilidade dele estar drogado, tamanha era a sua revolta. Bem, ele foi sorteado para o doping, se der alguma coisa, saberemos.

É uma Partida de Futebol - Skank
Bola na trave não altera o placar
Bola na área sem ninguém pra cabecear
Bola na rede pra fazer o gol
Quem não sonhou em ser um jogador de futebol?
A bandeira no estádio é um estandarte
A flâmula pendurada na parede do quarto
O distintivo na camisa do uniforme
Que coisa linda, é uma partida de futebol
Posso morrer pelo meu time
Se ele perder, que dor, imenso crime
Posso chorar se ele não ganhar
Mas se ele ganha, não adianta
Não há garganta que não pare de berrar
A chuteira veste o pé descalço
O tapete da realeza é verde
Olhando para bola eu vejo o sol
Está rolando agora, é uma partida de futebol
O meio campo é lugar dos craques
Que vão levando o time todo pro ataque
O centroavante, o mais importante
Que emocionante, é uma partida de futebol
O meu goleiro é um homem de elástico
Os dois zagueiros tem a chave do cadeado
Os laterais fecham a defesa
Mas que beleza é uma partida de futebol
Bola na trave não altera o placar
Bola na área sem ninguém pra cabecear
Bola na rede pra fazer o gol
Quem não sonhou em ser um jogador de futebol?
O meio campo é lugar dos craques
Que vão levando o time todo pro ataque
O centroavante, o mais importante
Que emocionante, é uma partida de futebol!

domingo, 1 de junho de 2008

Por aqui, a violência está demais

Acusado de homicídio em briga de trânsito se entrega

São Paulo - O comerciante Ismael Vieira da Silva, suspeito de atirar e matar o estudante Alexandre Andrade Reyes, após uma discussão no trânsito, se apresentou à polícia, por volta das 7h deste domingo, na 2ª Seccional, na região sul da cidade de São Paulo.

Segundo o delegado Irani Guedes de Barros, Silva se apresentou com seu advogado e alega legítima defesa, mas foi preso temporariamente por pedido da polícia.

A reconstituição do crime, que seria realizada às 10h deste domingo, ainda não foi confirmada. Ainda de acordo com o delegado, a confirmação não aconteceu devido ao mau tempo.

O crime aconteceu na noite da última sexta-feira na avenida Engenheiro Armando de Arruda Pereira, no Jabaquara.

Silva tinha se apresentado à polícia na última terça-feira e foi indiciado por homicídio doloso (com intenção de matar), mas foi liberado. Segundo a polícia, ele confessou ter atirado para trás, alegando estar sendo ameaçado pelo grupo onde estava Reys.

Com informações do Terra - Jornal O Dia - 01/06/2008

Pois é, por aqui a violência está demais. Assistimos há algum tempo e continuamos de braços cruzados. Uma vez, no blog antigo, comentei o fato de um acidente de trânsito em que morreram cinco ou seis jovens, não me lembro mais, na Lagoa Rodrigo de Freitas (RJ) e fui acusada de hipócrita. É claro que a pessoa que falou isso não sabia nada da minha vida e me acusou injustamente. Passou! E o tempo também passou.

O que não passou, pelo contrário, aumenta cada dia mais é a onda de violência que nos assola. Ok, é bíblico! Mas por isso não faremos nada? Ficaremos de braços cruzados assistindo a tudo de cima do muro?

Não sei o que, mas que alguma providência precisa ser tomada, precisa.

Esse caso que a matéria cita, ocorrido em São Paulo. Talvez nunca saibamos o real motivo do assassinato, mas não é concebível que uma simples "encostada" na traseira de um carro justifique um assassinato. Que país é esse?

E tem pessoas que ainda vem com a história de que no Brasil não tem guerra. E o que é toda essa violência urbana que vivemos? Talvez escreverei uma grande bobagem agora, mas se houvesse estado de guerra declarado talvez as pessoas se protegessem mais.

Eu sou a maior cagona da face da terra. Qq barulho eu já acho que é tiro, que temos que correr, se jogar no chão, se desintegrar. Mas é claro que sei que qdo o sangue ferve, não sabemos nossa reação. Embora eu tenha certeza que não mataria alguém por uma discussão no trânsito. Xingaria uns palavrões, talvez partisse pra cima da pessoa, mas daí a matar. Improbabilíssimo (????).

Outro dia tinha uma psicóloga discutindo o assunto violência em um programa de TV (cujo nome não me lembrarei nem a tapa - sem incitar a violência, é claro) e ela dizia que uma pessoa que mata a outra numa discussão de trânsito é uma pessoa com tendência. Acho que concordo com ela. Talvez eu matasse alguém que fizesse um grande mal pra minha mãe, mas numa discussão de trânsito jamais.

Acho que vale a pena a gente parar com a banalização da violência, poupar as crianças dos desenhos e jogos de vídeo-game violentos, e lembrar do grande Gentileza: Gentileza gera Gentileza. Logo, o contrário acaba sendo real tb: violência gera violência.

Pode ser utopia levantar a bandeira branca, mas acho que começa por nós.

Talvez se você estiver lendo esse post, pode estar pensando: quem a mocinha (e eu agradeço pela mocinha) que está escrevendo pensa que é? nunca teve um ataque ou uma crise que justificasse um ato violento?.

Respondo: sim, já tive ataques homéricos e já parti pra cima de dois caras que tentaram se meter com minha mãe (em situações diferentes). Talvez em uma delas, se minha própria mãe não tivesse interferido, a situação ficasse mais crítica, mas não mataria.

Tenho 32 anos e já aprendi algumas coisas com a vida, dentre a elas, a de que mais vale um covarde vivo do que um corajoso morto. Não acho que devemos engolir todos os sapos que a vida nos oferece, mas acho que devemos pesar e ver o que vale a pena. Sente-se injustiçado, corra atrás dos seus direitos. Sente-se aborrecido pq levou um fora, pq discutiu com o chefe, pq não trabalha no que gosta, pq está desempregado, pq bebeu além da conta, pq está de ressaca e alguém pisa no seu pé ou lhe dá um esbarrão no meio da rua, conte até 10 ou até 20 ou até 100, mas acalme-se e não deixe a ira tomar conta de você. Não deve ser nada legal fazer parte de estatística.

Palavras Repetidas (Gabriel, o Pensador)

A Terra tá soterrada de violência
De guerra, de sofrimento, de desespero
A gente tá vendo tudo, tá vendo a gente
Tá vendo, no nosso espelho, na nossa frente
Tá vendo, na nossa frente, aberração
Tá vendo, tá sendo visto, querendo ou não
Tá vendo, no fim do túnel, escuridão
Tá vendo no fim do túnel escuridão
Tá vendo a nossa morte anunciada
Tá vendo a nossa vida valendo nada
Tô vendo, chovendo sangue no meu jardim
Tá lindo o sol caindo, que nem granada
Tá vindo um carro-bomba na contramão
Tá vindo um carro-bomba na contramão
Tá vindo um carro-bomba na contramão
Tá rindo o suicida na direção

"É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã
porque se você parar pra pensar a verdade não há"

A bomba tá explodindo na nossa mão
O medo tá estampado na nossa cara
O erro tá confirmado, tá tudo errado
O jogo dos sete erros, que nunca pára
7, 8, 9, 10... cem
Erros meus, erros seus e de Deus também
estupidez, um erro simplório
A bola da vez, enterro, velório
Perda total, por todos os lados
Do banco do ônibus ao carro importado
Teu filho morreu? meu filho também
Morreu assaltando, morreu assaltado
Tristeza, saudade, por todos os lados
Tortura covarde, humilha e destrói
Eu vejo um Bin Laden em cada favela
Herói da miséria, vilão exemplar
Tortura covarde, por todos os lados
Tristeza, saudade, humilha e destrói
As balas invadem a minha janela
Eu tava dormindo, tentando sonhar

"É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã
porque se você parar pra pensar a verdade não há"

Sou um grão de areia no olho do furacão
Em meio a milhões de grãos
Cada um na sua busca, cada bússola num coração
Cada um lê de uma forma o mesmo ponto de interrogação
Nem sempre se pode ter fé
Quando o chão desaparece embaixo do seu pé
Acreditando na chance de ser feliz
Eterna cicatriz
Eterno aprendiz das escolhas que fiz
Sem amor, eu nada seria
Ainda que eu falasse a língua de todas as etnias
De todas as falanges, e facções
Ainda que eu gritasse o grito de todas as Legiões
Palavras repetidas
Mas quais são as palavras que eu mais quero repetir na vida?
Felicidade, Paz, é...
Felicidade, Paz, Sorte
Nem sempre se pode ter Fé, mas nem sempre
A fraqueza que se sente quer dizer que a gente não é forte.